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Digital Foundry mede Elden Ring no Switch 2: o adiamento valeu, mas os 40 fps prometidos não se sustentam

A Digital Foundry publicou a análise técnica de Elden Ring: Tarnished Edition no Switch 2 e o veredito é positivo: o adiamento, segundo o canal, foi “imensamente benéfico para a qualidade do lançamento final”. A palavra usada para o resultado é direta — um port bem-sucedido.

O jogo saiu em 28 de agosto por US$ 79,99, depois de a FromSoftware ter empurrado a data para trás. Agora dá para ver o que essa espera comprou.

Ficha tecnica com resolucao e taxa de quadros de Elden Ring no Switch 2
Os números medidos pela Digital Foundry

Os números

No dock, a resolução é dinâmica e oscila entre 720p e 1080p. Em portátil, cai para uma faixa de 432p a 864p. O visual, no geral, fica no nível de um jogo de PS4 — sem os recursos gráficos da geração atual.

A taxa de quadros é onde mora a ressalva. A versão mira 40 fps, mas não sustenta esse alvo durante o jogo normal: o mais comum é ficar entre 30 e 35 fps, tanto no dock quanto na tela do console. Não é o número anunciado, e a Digital Foundry não finge que é.

O destaque inesperado é o carregamento. Os tempos são visivelmente melhores que os dos consoles da geração passada, o que num jogo em que morrer faz parte do desenho muda bastante a sensação de jogar. Sobre a versão portátil, a conclusão do canal é de que “você também está levando uma experiência portátil decente”.

Por que o adiamento importou

Portar Elden Ring para um portátil nunca ia ser simples. O jogo é aberto, tem carregamento contínuo de cenário e já castigava hardware bem mais forte no lançamento original, em 2022 — inclusive no PC, onde os travamentos viraram assunto por meses.

A FromSoftware optou por atrasar em vez de entregar no prazo. Em um ano em que vários ports de peso chegaram ao Switch 2 com desempenho discutível, a decisão parece ter valido: a análise atual descreve um jogo que roda de forma estável dentro do que o console permite, e não um port de emergência.

Como isso se compara com os outros ports grandes do Switch 2

O padrão do console neste primeiro ano tem sido esse: mundo aberto pesado entra com resolução dinâmica, alvo de quadros otimista e uma faixa real um pouco abaixo do anunciado. Elden Ring não foge da regra — ele apenas cumpre a regra melhor que a média, porque teve tempo extra.

A comparação que interessa é com a versão de PS4, que rodava o mesmo jogo com visual parecido e carregamento muito pior. Nesse recorte, o Switch 2 entrega a versão portátil que a geração passada não conseguiu entregar nem na TV. É um jeito menos glamouroso de dizer que o port é bom, mas é o jeito honesto.

Nos fóruns, a reação tem sido menos sobre os 30 fps e mais sobre o preço e sobre a ausência de qualquer desconto para quem já tem o jogo em outra plataforma. Sobre a taxa de quadros, o tom geral entre quem jogou é de que ela incomoda nas primeiras horas e some depois — o que casa com a leitura da Digital Foundry.

O que isso muda pra você

Se você quer Elden Ring especificamente para jogar na mão, o recado é bom: dá para jogar, e bem. Se a sua referência é a versão de PS5 ou de PC rodando a 60 fps, prepare-se para a diferença — ela existe, é visível, e 30 a 35 fps num jogo de esquiva exige adaptação.

O preço merece atenção no Brasil. US$ 79,99 é a faixa mais cara do catálogo do Switch 2, e a conversão com impostos coloca o jogo acima de muita gente que já pagou por ele em outra plataforma. Não há upgrade de versão: quem tem no PS5 ou no PC compra de novo.

Vale lembrar que o console vive um momento movimentado na loja. Leia também: Orbitals desbanca Elden Ring do topo do eShop do Switch 2 — mesmo custando a metade.

Fontes: Digital Foundry, Nintendo Life, TechRadar.

Erick "Kanin"

Analista e Desenvolvedor de Sistemas, Gamer, Taekwondista e Pai. Apaixonado por tudo o que faço.

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