
Com o remaster de The Witcher 3 chegando ao Switch 2 e batendo recorde de jogadores na Steam, é normal bater aquela vontade de conhecer a saga inteira — ou de saber se dá pra pular direto pro jogo mais famoso sem perder nada importante. A resposta curta: dá, sim. A resposta completa depende do que você quer da experiência.
Você precisa ler os livros antes?
Não. Os três jogos contam uma história própria, ambientada depois dos livros de Andrzej Sapkowski, com Geralt já sem memória no primeiro jogo. Quem leu os livros pega referências extras e entende melhor alguns personagens, mas nenhum dos três jogos exige isso. Se quiser ler depois, ótimo; se quiser começar direto pelo jogo, também não perde nada essencial.
The Witcher (2007): o começo, hoje bem mais difícil de recomendar
O primeiro jogo é isométrico em combate, com um sistema de trocar entre “estilos” de espada que envelheceu mal e uma interface travada pros padrões atuais. Ele importa porque estabelece Geralt sem memória, o Conclave de Feiticeiros e a Ordem da Rosa Flamejante — peças que voltam a aparecer depois. Mas jogar ele hoje é decisão de quem já decidiu que quer a saga inteira, não recomendação pra quem só quer conhecer a franquia. No fechamento desta matéria (30/09), a Enhanced Edition Director’s Cut estava com 85% de desconto na Steam, saindo por R$ 5,24 em vez de R$ 34,99 — promoção ligada ao lançamento do remaster de Witcher 3 e sem data de término divulgada, então confira o valor atual antes de comprar.
The Witcher 2: Assassins of Kings (2011): o salto que quase ninguém joga até o fim
Aqui a CD Projekt Red deu um salto gigante em produção e ambição: o Ato 2 se divide em dois caminhos completamente diferentes dependendo de uma escolha sua, e a política de reinos ganha peso real na trama. O combate ainda é mais lento e mais duro que o de Witcher 3, e boa parte de quem tenta a saga do zero trava justamente aqui. Vale jogar se você gosta de ver a evolução da série e não se importa com uma curva de dificuldade mais alta; não é pecado pular se seu objetivo é só chegar no terceiro jogo. O preço de tabela na Steam é US$ 19,99 — não confirmamos o valor exato em reais na loja brasileira até o fechamento desta matéria.
The Witcher 3: Wild Hunt (2015): o ponto de entrada real pra maioria das pessoas
Esse é o jogo que a maioria das pessoas quer dizer quando fala “The Witcher”. Mundo aberto, combate reformulado, escolhas que mudam finais inteiros e mais de 65 milhões de cópias vendidas — um dos RPGs mais vendidos da história ao lado de Skyrim. A boa notícia pra quem nunca jogou nenhum dos três: o remaster lançado nesta terça (29/09) chega com melhorias gráficas gerais e, pela primeira vez, versão nativa pro Nintendo Switch 2, sem custo extra pra quem já tem o jogo em PS5, Xbox ou PC. Se você só vai jogar um The Witcher na vida, é esse. A história se sustenta sozinha mesmo sem ter encostado nos dois primeiros.
Hearts of Stone e Blood and Wine: quando jogar as expansões
As duas expansões de Witcher 3 — Hearts of Stone e Blood and Wine — vêm inclusas de graça em quem compra a versão atual do jogo, incluindo o remaster. Hearts of Stone é recomendada depois de você avançar um pouco na campanha principal, já que a história cruza com personagens que aparecem no meio do jogo base. Blood and Wine funciona melhor como epílogo, depois de terminar a campanha principal — ela é tratada oficialmente como o fechamento da jornada de Geralt, com uma região nova (Toussaint) que muda bastante o tom visual da série.
Vale a pena jogar Gwent ou os jogos derivados?
Gwent, o minijogo de cartas de Witcher 3, ganhou vida própria como jogo standalone gratuito, e ainda está ativo. É opcional: você joga Gwent inteiro dentro de Witcher 3 sem precisar instalar nada separado. Thronebreaker: The Witcher Tales, a campanha solo baseada no Gwent, é uma boa pedida só se você gostou do minijogo e quer mais história derivada — não é necessária pra entender a trilogia principal.
E o remake do primeiro jogo, e a série da Netflix?
A CD Projekt confirmou que o remake completo do primeiro The Witcher está em pausa: a Fool’s Theory, estúdio responsável, está priorizando a expansão Witcher 3: Songs of the Past (prevista pra 2027) e dando suporte ao desenvolvimento de Witcher 4, já que o remake vai ser construído sobre a mesma base tecnológica do quarto jogo. Não tem cancelamento nem data de retomada — só não espere esse remake tão cedo. Já a série da Netflix segue uma continuidade própria, com liberdades grandes em relação aos jogos e aos livros; ela não é pré-requisito pra nenhum dos dois, e a quinta e última temporada, com Liam Hemsworth no lugar de Henry Cavill, está a caminho, mas sem data fechada até o momento.
Em qual plataforma jogar hoje
Se você já tem PS5 ou Xbox Series X|S, o remaster de Witcher 3 é a escolha óbvia — roda melhor que qualquer versão anterior e não custa nada a mais pra quem já possui o jogo. Quem só tem Switch 2 agora tem, pela primeira vez, uma versão nativa pra chamar de sua, sem depender de cloud gaming. No PC, o jogo não pede uma máquina de ponta pros ajustes básicos, mas se você quer todos os efeitos de ray tracing do remaster rodando estável, vale conferir nosso panorama sobre se compensa comprar uma placa de vídeo agora ou esperar antes de fechar a compra. E se joga no PC mas prefere o controle do PS5 no lugar do teclado, também já mostramos como usar o DualSense no PC sem complicação. Quem está decidindo entre a versão física ou digital no PS5 pode ver também nossa comparação sobre qual vale mais a pena no Brasil.
Nosso conselho: por onde realmente começar
Se seu objetivo é jogar tudo, comece pelo primeiro The Witcher — só assim as referências dos jogos seguintes fazem sentido cronológico. Se seu objetivo é só saber do que todo mundo fala, vá direto pro remaster de The Witcher 3: Wild Hunt. Você não vai se perder na história, o jogo te dá contexto suficiente sobre quem é Geralt, Yennefer e Ciri ao longo da própria campanha, e ainda evita a curva de combate mais dura dos dois primeiros jogos.





