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Melhores extraction shooters para jogar no PS5 e PC em 2026

Arte-chave oficial de Hunt: Showdown 1896, com caçador em cenário sombrio
Hunt: Showdown 1896 — imagem oficial: Crytek

Extraction shooter é o gênero que pegou o risco do battle royale e trocou “ser o último vivo” por “sair vivo com o que você catou”. Você entra num mapa, sozinho ou em grupo, cata equipamento e recursos, enfrenta outros jogadores (e às vezes monstros ou robôs) e só lucra de verdade se conseguir chegar até um ponto de extração antes de morrer. Se você quer entrar no gênero agora, ou só quer saber qual desses jogos vale seu tempo, aqui vai o panorama real de cada um no PS5 e no PC.

De onde vem esse gênero

A raiz do extraction shooter moderno é o mod DayZ, de 2012, que pegou Arma 2 e transformou num sobrevivência PvP hardcore onde perder tudo numa morte idiota era parte do ponto. Escape from Tarkov, alguns anos depois, formalizou essa fórmula como jogo independente e virou referência absoluta do gênero entre criadores de conteúdo. De lá pra cá, o modelo se popularizou o suficiente pra Call of Duty criar o modo DMZ dentro do Warzone e pra estúdios grandes como a Bungie decidirem apostar tudo numa marca nova só pra isso — o que nos leva à leva atual de jogos, cada um tentando resolver de um jeito diferente o equilíbrio entre punição e diversão.

Hunt: Showdown 1896 (PC, PS5, Xbox)

É a porta de entrada mais equilibrada do gênero: partidas de até 12 jogadores caçando uma criatura-alvo no mapa, com tensão de “quem mais quer essa recompensa” pairando o tempo todo. O ritmo é mais lento e mais tático que os concorrentes, com dano realista — um tiro bem colocado decide o duelo. É pago, sem microtransação pay-to-win, e acabou de entrar no catálogo do PS Plus Essential de outubro, então se você tem assinatura ativa, já dá pra testar sem gastar nada.

Arc Raiders (PC, PS5, Xbox)

Da Embark Studios, mesma equipe de The Finals, Arc Raiders troca zumbi ou monstro por robôs alienígenas hostis (os ARC do título) espalhados por um mundo pós-apocalíptico. O estúdio anunciou o jogo originalmente como free-to-play, mas mudou de ideia antes do lançamento: hoje é vendido por um preço fixo único — inspirado no sucesso de Helldivers 2 — sem loja de cosméticos agressiva. No PS5, o preço listado na PlayStation Store Brasil é R$ 152,26, valor conferido nesta terça. É o extraction shooter mais acessível pra quem nunca jogou nenhum e quer uma curva de aprendizado mais suave que a de Hunt ou Tarkov.

Marathon (PC, PS5, Xbox)

O retorno da Bungie ao gênero que ajudou a inventar décadas atrás, agora reformulado como extraction shooter em equipes de três. O jogo saiu em março de 2026 já com modo cooperativo permanente adicionado depois do lançamento, resposta direta à reação de parte da comunidade que queria menos dependência de PvP puro. Custa US$ 39,99 na edição padrão ou US$ 59,99 na Deluxe pela Steam; não confirmamos o valor exato cobrado em reais até o fechamento desta matéria. É o extraction shooter certo pra quem gosta mais de tiro rápido e movimentação vertical do que de tática lenta.

Arena Breakout: Infinite (PC)

Já cobrimos a chegada dele ao PC quando saiu do Early Access: é gratuito, com combate tático pesado — balística realista, armas que você desmonta e customiza peça por peça — e sem versão de console até agora. Se seu orçamento é zero e você quer a experiência mais próxima de Tarkov sem pagar nada, é a opção mais direta.

Escape from Tarkov (PC)

O nome que praticamente definiu o gênero pra boa parte dos streamers e criadores de conteúdo. Chegou à Steam oficialmente em novembro de 2025, depois de anos rodando só por launcher próprio — hoje custa US$ 49,99 na edição padrão. É o mais punitivo e o mais complexo da lista: perder o inventário inteiro numa partida ruim é rotina, e a curva de aprendizado é a mais alta entre os cinco jogos aqui. Não tem versão de console e provavelmente nunca vai ter, dado o tanto que o jogo depende de configuração fina de PC.

Qual escolher pelo seu perfil

Se você nunca jogou extraction shooter e não quer gastar nada, comece por Arena Breakout: Infinite ou por Arc Raiders — o primeiro é de graça, o segundo tem curva mais suave e preço único sem sustos. Se você já joga PS Plus Essential, teste o Hunt: Showdown 1896 que entrou no catálogo deste mês antes de decidir se compra o resto do conteúdo. Quer ritmo mais rápido, com equipe fixa de três? Marathon. E se você já manja do gênero e quer o nível mais alto de punição e realismo, só Tarkov entrega isso — mas prepare o fígado pra frustração.

Free-to-play ou pago: o que muda na prática

Nos jogos gratuitos, o risco de perder equipamento bom é mais baixo porque você não gastou dinheiro pra consegui-lo — o que os torna mais recomendados pra quem só quer aprender o gênero sem medo de errar. Nos pagos, como Hunt, Arc Raiders, Marathon e Tarkov, a sensação de perda pesa mais, mas em compensação nenhum deles empurra loot box ou vantagem comprada com dinheiro real — o preço de entrada substitui a monetização agressiva, e é justamente essa a razão pela qual estúdios como a Embark decidiram abandonar o modelo free-to-play nesta geração de extraction shooters.

E o ping pro Brasil?

Nenhum dos cinco jogos desta lista divulga publicamente uma lista de datacenters por país, então não temos como confirmar servidor dedicado no Brasil pra nenhum deles até o fechamento desta matéria. Na prática, quem joga da América do Sul costuma cair em servidores dos Estados Unidos nesses títulos, o que normalmente resulta em ping de 100 a 150ms — jogável pra maioria das pessoas em jogos táticos como Hunt e Tarkov, mas mais sensível em jogos de reação mais rápida como Marathon. Se ping baixo é prioridade pra você, vale testar a versão gratuita ou o período de teste de cada jogo antes de comprar a edição mais cara.

Erick "Kanin"

Analista e Desenvolvedor de Sistemas, Gamer, Taekwondista e Pai. Apaixonado por tudo o que faço.

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