JDM: Japanese Drift Master chega ao Xbox Series X|S em 16 de setembro. No mesmo dia, PS5 e PC recebem o modo multijogador que faltava desde o lançamento — com crossplay entre as três plataformas.
O que entra no dia 16
O multijogador abre o mundo inteiro do jogo, ambientado na prefeitura fictícia de Guntama, para grupos de até oito pessoas. São 15 eventos já conhecidos de quem joga no PC: provas de grip, de drift e desafios de touge no formato um contra um.
Junto vêm dois circuitos novos de touge, o Tofuna Downhill e o Uphill, e esses saem para todo mundo — inclusive para quem já joga no PC há mais tempo.
A Gaming Factory também mexeu na economia: as recompensas em dinheiro sobem cerca de 30% em qualquer atividade e a reputação ganha ficou dobrada. E entra um carro grátis no pacote, o FSO Polonez, com três variações de kit de carroceria.
O reajuste da economia diz mais do que parece. Aumentar ganho em 30% e dobrar reputação num jogo já lançado costuma ser resposta a um problema medido: a progressão estava lenta demais. Com o multijogador trazendo uma leva nova de jogadores no Xbox, encurtar o caminho até os carros bons é o tipo de ajuste que decide se a pessoa fica ou desinstala na primeira semana.

De onde o jogo vem
O JDM saiu primeiro no PC e chegou ao PlayStation 5 em 6 de fevereiro deste ano, com versão física em agosto. O comunicado oficial fala em “chegando ao PS5 e ao Xbox Series X|S”, o que soa contraditório — a leitura correta é que o Xbox estreia agora e o PS5 recebe a atualização.
A proposta sempre foi específica: em vez do mundo aberto genérico de corrida, um recorte da cultura JDM japonesa, com carros de rua, montanha e touge. É o mesmo território de Assetto Corsa e da tradição de Initial D, e o oposto do que Forza Horizon faz — lá o mundo é enorme e a física perdoa; aqui a serra é estreita e o erro custa caro.
O que muda pra quem joga
Se você tem Xbox Series, essa é a primeira chance de jogar. Se está no PS5 ou no PC, o jogo que você comprou ganha a parte que faltava: até agora era só você e a estrada, e a comunidade vinha cobrando o multijogador desde o early access no PC.
O crossplay é o detalhe que segura isso de pé. Num jogo de nicho, dividir a base entre três plataformas costuma esvaziar as salas em poucas semanas — juntando todo mundo, formar um grupo de oito continua sendo fácil daqui a seis meses.
Fica faltando o que a comunidade mais pede depois do multijogador: editor de eventos e corrida privada com regras próprias. A Gaming Factory não comentou nenhum dos dois. Quem acompanha o jogo desde o early access também cobra variação no tráfego da serra, hoje fixo, que deixa o touge previsível depois de algumas voltas.
Preço no Brasil a Gaming Factory não divulgou para a versão de Xbox. No PS5 o jogo tem circulado na faixa dos R$ 150, e a atualização é gratuita para quem já tem.
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