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Final Fantasy VII: em que ordem jogar Remake, Rebirth e Revelation

Com Final Fantasy VII Revelation chegando em abril de 2027 — e uma demo dele rodando na Brasil Game Show em outubro —, é um bom momento pra decidir em que ordem jogar a trilogia remake de um dos RPGs mais influentes da história. A boa notícia: hoje dá pra jogar praticamente tudo, em quase qualquer plataforma, sem precisar caçar console antigo.

Você precisa jogar o Final Fantasy VII original de 1997?

Não precisa. O Remake de 2020 conta a mesma história do início do jogo original, só que com gráficos, combate e roteiro totalmente refeitos — e ele foi construído pra funcionar sozinho, sem exigir que você tenha zerado a versão de PlayStation 1. Quem já jogou o original vai notar referências e reviravoltas que mudam o significado de cenas conhecidas, mas isso é bônus pra quem já conhece a história, não pré-requisito pra quem está chegando agora. Se você tem curiosidade histórica ou quer entender por que o jogo de 1997 é tão citado, ele está disponível em praticamente todo console e PC atual — mas pode ficar pra depois, sem prejuízo nenhum pra entender o Remake.

A ordem mais simples: Remake, depois Rebirth

Pra quem só quer jogar a trilogia moderna, a ordem é direta: Final Fantasy VII Remake (2020) primeiro, Final Fantasy VII Rebirth (2024) em seguida, e por último Final Fantasy VII Revelation, quando sair em 8 de abril de 2027. O Remake cobre só a parte inicial da história, dentro e ao redor da cidade de Midgar; o Rebirth pega dali e leva Cloud e o grupo pelo resto do mundo; o Revelation fecha o ciclo, levando a história até o confronto final com Sephiroth na Cratera Norte — o mesmo trecho que a Square Enix já vem chamando de “a conclusão de 30 anos de história de Final Fantasy VII”.

Onde jogar cada um hoje

Ficha técnica com a ordem e datas da trilogia remake de Final Fantasy VII
Arte: Kanin Games.

Aqui está a mudança mais recente: o Remake e o Rebirth, que começaram como exclusivos de PlayStation, hoje rodam em praticamente qualquer plataforma relevante. Desde 5 de junho de 2026, os dois estão disponíveis em Nintendo Switch 2 e Xbox Series X|S, além de PS5 e PC, onde já estavam antes. Quem tem Switch 2 ou Xbox e nunca jogou pode inclusive experimentar de graça: há uma demo com os dois primeiros capítulos do Rebirth, com o progresso migrando pra versão completa se você decidir comprar.

Crisis Core vale a pena jogar antes?

Vale, mas é opcional. Crisis Core -Final Fantasy VII- Reunion é o remake de 2022 de um spin-off de PSP de 2007, e conta a história de Zack Fair, o soldado que aparece nos primeiros minutos do Remake e cuja passagem pela trama original intriga muita gente nova na série. Ele chegou ao Switch 2 em 9 de setembro de 2026, no mesmo Direct que confirmou a versão do Revelation pro console. Se você quer entender por completo quem é Zack e por que ele importa tanto pra Cloud antes de começar o Remake, vale jogar Crisis Core primeiro; se prefere ir direto pra ação sem se preocupar com contexto extra, dá pra pular sem prejuízo — o Remake reintroduz o essencial sozinho.

E o resto: Advent Children, Dirge of Cerberus, Before Crisis

O restante da chamada Compilation of Final Fantasy VII é, na prática, conteúdo de FAQ pra quem quer se aprofundar, não parte obrigatória da experiência. Advent Children é um filme de 2005 que se passa depois do jogo original e funciona melhor como epílogo pra quem já terminou a história clássica. Dirge of Cerberus, de 2006, é um spin-off de ação focado em Vincent Valentine, um dos personagens jogáveis mais secundários do grupo original. Before Crisis e Ever Crisis são jogos mobile que preenchem lacunas de linha do tempo, mas nenhum dos dois é necessário pra acompanhar a trilogia remake — encare como material extra pra quando (e se) você virar fã de carteirinha da franquia.

Quanto tempo leva pra terminar cada um

Vale planejar o tempo antes de encarar a maratona. O Remake pede entre 25 e 30 horas só na história principal, chegando a 50 horas com conteúdo secundário e o modo difícil. O Rebirth é bem mais longo: a campanha principal sozinha já leva cerca de 40 horas, e quem for atrás de exploração e missões extras passa de 60 a 75 horas — um jogador completista, que quer platinar ou fazer tudo mesmo, ultrapassa as 100 horas fácil. Ou seja: só os dois primeiros jogos já somam entre 65 e mais de 150 horas dependendo do quanto você quer se aprofundar, antes mesmo do Revelation chegar.

Quando sai Final Fantasy VII Revelation e o que esperar

Revelation chega em 8 de abril de 2027 pra PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC, encerrando a trilogia com uma estrutura de mundo aberto maior que a do Rebirth, incluindo o dirigível Highwind como veículo controlável e a possibilidade de visitar áreas que nunca apareceram nos jogos anteriores, como Wutai e Rocket Town completas. Cid Highwind e Vincent Valentine — até aqui coadjuvantes — se tornam personagens totalmente jogáveis pela primeira vez. Uma demo do jogo já passou pela Tokyo Game Show em setembro e deve aparecer de novo na Brasil Game Show, em outubro, na versão de PS5.

Resumo: a ordem certa pro seu perfil

Se você nunca jogou nada da franquia e só quer acompanhar a trilogia moderna: Remake → Rebirth → Revelation (quando sair), sem se preocupar com mais nada. Se você curte contexto de personagem antes da ação principal: Crisis Core → Remake → Rebirth → Revelation. Se você é do tipo que quer entender a franquia inteira antes de começar: Final Fantasy VII (1997) → Crisis Core → Remake → Rebirth → Revelation, deixando Advent Children e Dirge of Cerberus como sobremesa depois de fechar a trilogia. Não existe ordem errada aqui — só existe a que combina com quanto tempo (e curiosidade histórica) você tem disponível.

Leia também: Direct de hoje confirma Witcher 3 e Final Fantasy VII Revelation no Switch 2 — mas ignora Smash Bros. e Nintendogs e BGS 2026: por que a Square Enix é a grande atração da maior feira de games da América Latina

Fontes: Final Fantasy Portal Site (Square Enix), Wikipedia e Game Timeline.

Erick "Kanin"

Analista e Desenvolvedor de Sistemas, Gamer, Taekwondista e Pai. Apaixonado por tudo o que faço.

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