A Brasil Game Show 2026 já tem data fechada: de 9 a 12 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo, ocupando os pavilhões EXPO 1 a 5. É a maior feira de games da América Latina, e a edição deste ano já confirmou presença de Nintendo e SEGA com estandes próprios, além de demonstrações jogáveis de Final Fantasy VII Revelation e Final Fantasy Resonance — dois lançamentos que a Square Enix ainda não colocou nas mãos do público brasileiro em nenhum outro evento no país.
Como a BGS chegou a esse tamanho

A feira nasceu pequena, em 2009, no Rio de Janeiro, com o nome de Rio Game Show e cerca de 4 mil visitantes num único dia. No ano seguinte, virou Brasil Game Show e ganhou o formato que mantém até hoje: evento de vários dias, aberto ao público geral e não só à imprensa. A mudança para São Paulo, em 2012, foi o que destravou o crescimento — ainda naquele ano, o público passou de 100 mil pessoas, e por volta de 2014 e 2015 já rondava os 250 a 300 mil visitantes, ocupando os cinco pavilhões do Expo Center Norte.
A pandemia interrompeu a sequência: a edição de 2020 foi cancelada e a feira voltou só depois do intervalo forçado, com uma edição maior que as anteriores em 2022, a mais longa da história, com uma semana inteira de duração. Desde então, a BGS se firmou de novo como o maior evento do tipo na América Latina — a organização soma mais de 2,8 milhões de visitantes ao longo de suas 15 edições, e a mais recente, em outubro de 2025, reuniu mais de 306 mil pessoas em quatro dias, com Banco do Brasil como patrocinador master. Pra efeito de comparação, a Gamescom, na Alemanha, e a Tokyo Game Show, no Japão, giram na casa de 300 a 370 mil visitantes por edição — ou seja, mesmo sem o mesmo orçamento de marketing global, a BGS opera hoje na mesma faixa das duas maiores feiras de games do mundo, o que ajuda a entender por que publishers internacionais como a Square Enix escolhem o evento brasileiro pra rodar demos que ainda não mostraram em nenhum outro lugar do continente.
Por que Final Fantasy VII Revelation é a atração mais forte
O recado da BGS 2026 é que a feira está usando o peso da Square Enix pra puxar público: rodar Final Fantasy VII Revelation antes do lançamento — previsto só para abril de 2027 — é o tipo de atração que costuma esvaziar fila de outros estandes. O jogo é o capítulo final da trilogia remake de Final Fantasy VII e já passou pela Tokyo Game Show em setembro; trazer a mesma demo pro Brasil, junto com Final Fantasy Resonance (RPG em HD-2D que sai em outubro), reforça algo que a Direct de setembro da Nintendo já tinha deixado claro: o catálogo multiplataforma virou moeda de disputa entre os consoles, e feira física é onde isso aparece na prática.
Nintendo, SEGA e a Avenida Indie
Nintendo e SEGA confirmadas com “lançamentos e ativações especiais” — mesmo sem detalhar quais jogos — mantêm um padrão da BGS dos últimos anos: fabricantes de hardware preferem guardar os anúncios grandes pra keynotes próprias (Direct, State of Play) e usam a feira brasileira pra deixar o público jogar o que já foi revelado antes, num evento fisicamente maior que qualquer coisa que rodem no país durante o resto do ano. A Avenida Indie, espaço dedicado a estúdios brasileiros independentes, também está confirmada — é hoje a vitrine mais visível que o desenvolvedor nacional tem dentro do calendário de eventos do país.
O que ainda falta confirmar
Passado, PlayStation e Xbox costumam anunciar presença mais perto da data — em edições recentes, os dois apareceram com estandes grandes, ainda que sem reveals exclusivos de peso. Editoras como Ubisoft, EA e Capcom também tendem a confirmar participação nas semanas finais antes do evento. Até a publicação desta análise, a lista oficial de expositores da BGS 2026 ainda estava incompleta, e a organização não divulgou números de ingressos vendidos nem meta de público para este ano — o que faz sentido, já que grandes feiras costumam guardar esses dados pra depois do evento, não antes. O calendário do Brasil Game Cup, a competição de e-sports própria da feira, também costuma fechar só nas últimas semanas — em edições passadas, ele já reuniu torneio oficial de Free Fire com premiação de R$ 46 mil, e a expectativa é que a BGS 2026 confirme sua grade de jogos mais perto da data, historicamente um dos pontos que mais atrai público jovem pra dentro dos pavilhões, mesmo entre quem não tem interesse direto nos lançamentos de hardware.
O que isso muda pra você
Quem quiser ir precisa considerar duas coisas: preço e lote. Nas vendas de agosto de 2026, o dia único de meia-entrada custava R$ 219 (10 e 11 de outubro) ou R$ 174 (12 de outubro, o dia mais barato), o passaporte de três dias saía por R$ 418, a versão premium (com acesso à imprensa e camiseta oficial) por R$ 799, e o camarote VIP de quatro dias por R$ 2.476. Esses valores tendem a subir conforme os lotes avançam — a própria organização já avisou que o lote final, mais perto do evento, pode ficar até 38% mais caro que o de agosto —, então quem for decidir a viagem precisa checar o preço atualizado direto na página oficial de ingressos antes de comprar.
Pra quem mora fora de São Paulo, vale lembrar que o Distrito Anhembi oferece transporte gratuito entre o Terminal Tietê e o local do evento, e a região também é servida por metrô e ônibus. Se o seu interesse é especificamente jogar Final Fantasy VII Revelation antes de todo mundo, essa pode ser a única chance de fazer isso presencialmente no Brasil antes do lançamento em 2027 — o que talvez justifique pagar mais caro pelo passaporte de vários dias, já que demos desse tipo costumam ter fila e horário limitado dentro da feira.
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Fontes: Distrito Anhembi (local oficial do evento), VAVEL Brasil, Última Ficha e Jornal dos Jogos.





