Maneater 2 foi anunciado para 2027, com versões de PS5, Xbox Series, Switch 2 e PC — no Steam e na Epic Games Store. A revelação veio no State of Play do último dia 3, e desta vez quem desenvolve é a Demiurge Studios, com a Tripwire Interactive publicando.
Você continua sendo o tubarão. Mudou o lugar onde ele estraga tudo.

O parque temático é a piada e o cenário
A ação se passa no Neptune’s Kingdom, um parque temático de beira-mar ultra-luxuoso, durante um evento de pré-estreia só para convidados. A descrição da Tripwire entrega o tom: “coma, explore e evolua enquanto tenta escapar de um evento de pré-estreia com convite para o Neptune’s Kingdom — um parque temático à beira-mar de altíssimo luxo destinado ao desastre, onde VOCÊ é o desastre”.
Chris Parnell volta à narração, agora no papel de Trip Westhaven, apresentador de reality show em desgraça. O estúdio segue chamando o gênero de “ShaRkPG”, a piada que o primeiro jogo inventou para descrever RPG de ação com tubarão.
Como chegamos até aqui
O Maneater original saiu em 2020 e foi uma surpresa comercial. A fórmula era simples e funcionava: um mundo aberto aquático, uma árvore de evolução que transformava um filhote em monstro, e uma narração de falso documentário que carregava boa parte do humor.
Ele também teve vida longa em serviço de assinatura e em promoção, o que ampliou muito a base além das vendas iniciais. Uma sequência sete anos depois é resposta a isso, não a um hype recente.
A troca de estúdio é o dado a acompanhar. A Demiurge tem histórico em coprodução e em ports, e assumir a direção de uma sequência é papel diferente. Não dá para dizer se isso melhora ou piora nada com base num anúncio — dá para dizer que é a mudança mais relevante do comunicado.
O nicho de “jogar como o bicho” cresceu
Quando o primeiro Maneater saiu, controlar o predador era quase uma curiosidade. Seis anos depois, virou uma prateleira própria: jogos em que você é o gato, o ganso, o polvo ou a criatura que atrapalha a vida de todo mundo aparecem toda temporada, e alguns viraram fenômenos maiores que o tubarão original.
Isso muda a régua. A sequência não vai mais surpreender só pela premissa — vai ser comparada a um gênero inteiro que aprendeu a fazer humor físico e caos ambiental melhor que em 2020. O parque temático, com suas atrações, funcionários e visitantes, parece uma resposta direta a essa cobrança: mais coisa para quebrar, mais reação em cadeia.
A recepção ao trailer tem sido morna nos fóruns brasileiros, e por um motivo específico: 2027 sem janela definida é longe demais para gerar conversa. É o tipo de anúncio que só volta a existir quando aparecer uma data.
O que isso muda pra você
Se você tem Switch 2, este é mais um multiplataforma anunciado com a versão do console já na lista de lançamento, e não como porte tardio. Vale registrar, porque nem sempre foi assim no primeiro ano do aparelho — o console recebeu vários jogos grandes meses depois das outras plataformas.
Se você jogou o primeiro: 2027 é longe. Não há data, não há preço, não há janela dentro do ano. O que existe é um trailer de anúncio e a confirmação de plataformas.
E se você está montando a lista de PS5 para os próximos meses, o mesmo State of Play trouxe coisa bem mais próxima. Leia também: Ghost of Yotei ganha expansão e modo roguelike em 1º de outubro. Do lado do Switch 2, o assunto da semana é técnico: Leia também: Digital Foundry mede Elden Ring no Switch 2.
Fontes: Tripwire Interactive / State of Play, Gematsu, Nintendo Everything.





