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Monster Hunter: por onde começar em 2026

Monster Hunter tem mais de 20 anos de história e uma pilha de jogos com nomes parecidos — World, Rise, Wilds, Now, Outlanders — o que confunde qualquer pessoa tentando entrar na franquia agora. A boa notícia: não existe uma ordem obrigatória pra seguir. A má notícia: escolher o jogo errado pro seu aparelho pode custar caro ou decepcionar. Este guia resume qual Monster Hunter faz mais sentido pra você, com preço conferido direto nas lojas.

A série não tem uma ordem obrigatória

Diferente de franquias como Final Fantasy VII ou Persona, Monster Hunter não conta uma história contínua entre os jogos principais. Cada geração — World, Rise, Wilds — se passa numa região nova, com monstros e personagens próprios, e raramente referencia o que aconteceu no jogo anterior. O produtor da série, Ryozo Tsujimoto, já explicou que cada título nasce pensando no que a equipe quer que o jogador sinta ali, e em qual hardware vai rodar — não numa cronologia fixa. Na prática, isso quer dizer que você pode simplesmente começar pelo jogo que está disponível na sua plataforma, sem medo de perder contexto de história.

Se você tem PS5, Xbox Series ou PC: comece pelo Wilds

Monster Hunter Wilds, lançado em fevereiro de 2025, é o jogo mais moderno da franquia e a recomendação mais direta pra quem vai começar agora com um aparelho atual. Ele trouxe clima dinâmico, ecossistemas mais vivos e uma curva de aprendizado pensada pra quem nunca encostou num Monster Hunter. Na PlayStation Store brasileira, o preço cheio é R$ 331,90, mas o jogo está, nesta checagem (30 de setembro), com 39% de desconto e saindo por R$ 199,50 — vale conferir o valor do dia antes de comprar, porque promoção de loja digital muda sem aviso.

Quer gastar menos? World ainda é a porta mais recomendada

Monster Hunter: World, de 2018, é o jogo que oficialmente abriu a franquia pro público ocidental — cortou boa parte das telas de carregamento entre áreas do mapa e simplificou menus sem tirar a profundidade do combate. Sete anos depois, ele ainda segura bem: roda em PS4, Xbox One e PC, custa R$ 114,90 na PS Store brasileira sem desconto ativo no momento, e tem uma base de jogadores ativa até hoje. Pra quem quer economizar sem abrir mão da experiência completa, é a escolha mais segura.

Só tem Switch? Rise é sua entrada — e também está no Game Pass

Monster Hunter Rise nasceu no Switch em 2021 e ganhou versões pra PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series e PC em janeiro de 2023 — inclusive dentro do catálogo do Xbox Game Pass. Na eShop brasileira, o jogo está com uma promoção que derruba o preço pra R$ 22,96, oferta válida até 16 de outubro; fora da promoção o valor cheio é mais alto, então vale conferir o preço do dia na loja antes de fechar a compra. Rise é mais rápido e mais arcade que World e Wilds, com mecânicas de mobilidade vertical que pedem um pouco mais de adaptação de quem vem de outro jogo da série.

Só quer jogar no celular

Pro celular, a Capcom mantém duas apostas bem diferentes. Monster Hunter Now, feito pela Niantic (a mesma criadora de Pokémon GO), é um jogo de localização em tempo real ativo desde 2023, com eventos sazonais recorrentes — ideal pra quem curte esse estilo de jogo casual baseado em caminhada. Já Monster Hunter Outlanders chega em 29 de outubro, com a Garena publicando no Brasil, e promete o loop de caça “de verdade” da franquia — rastrear, coletar, craftar — adaptado pro toque de tela, sem a pegada casual do Now. O elder dragon de estreia, Ruger Aidal, e a arma Charge Blade já foram confirmados, e a gente já tinha mostrado o primeiro trailer quando ele apareceu na Tokyo Game Show 2026.

Preços conferidos de Monster Hunter Wilds, World e Rise
Arte: Kanin Games

As expansões que valem a pena olhar antes de comprar

Antes de sair comprando, vale saber que os jogos mais antigos ganharam expansões grandes que hoje costumam vir junto em edições completas. World recebeu Iceborne, em 2019, considerada essencial pelo tanto de conteúdo e monstro novo que adiciona — procure a versão “Master Edition” ou “Iceborne” na loja, que já inclui o jogo base. Rise seguiu o mesmo caminho com Sunbreak, em 2022. Wilds ainda não tem uma expansão desse porte lançada, só atualizações de título gratuitas que adicionam monstro e conteúdo aos poucos — o que é normal pra um jogo com menos de dois anos de vida.

Dá pra jogar com amigo em plataforma diferente?

Em Wilds, sim: o jogo tem crossplay confirmado entre PS5, Xbox Series e PC, incluindo progresso compartilhado pra quem migra de uma plataforma pra outra. World e Rise são mais limitados nesse ponto — cada um tem suas próprias regras de compatibilidade entre versões, então vale confirmar com quem você vai jogar antes de comprar, principalmente se o plano é caçar em grupo desde o primeiro dia.

Resumindo: qual jogo escolher pelo seu perfil

  • Quer o visual e as mecânicas mais atuais, e tem PS5, Xbox Series ou PC: Monster Hunter Wilds.
  • Quer gastar menos sem abrir mão da experiência completa: Monster Hunter World.
  • Só tem Nintendo Switch, ou já assina Game Pass: Monster Hunter Rise.
  • Quer algo leve e casual, baseado em caminhada: Monster Hunter Now.
  • Quer a caça “de verdade” direto no celular, a partir de 29 de outubro: Monster Hunter Outlanders.

Como funciona o jogo, pra quem nunca jogou nenhum

O ciclo central é sempre parecido em qualquer jogo da série: você aceita uma missão pra rastrear ou caçar um monstro específico, sai pro mapa, estuda o comportamento da criatura, e usa armas e armadilhas pra derrubá-la ou capturá-la. Os materiais que ela deixa — garras, escamas, ossos — viram receita pra craftar arma e armadura nova, o que abre acesso a monstros mais difíceis. Não existe grinding de história linear: o jogo é sobre repetir caçadas, melhorar seu equipamento e subir de nível de desafio no seu próprio ritmo, sozinho ou em grupo.

O que muda entre as versões, na prática

A diferença real entre os jogos está no visual e no ritmo, não na regra do combate. Wilds tem mundo mais aberto e contínuo, sem tela de carregamento entre áreas, além de clima e vida selvagem reagindo ao ambiente. World já tinha cortado boa parte dessas quebras também, só que com gráficos de 2018. Rise é mais vertical e ágil, pensado pro Switch original rodar sem travar, o que faz o combate parecer mais rápido. Escolher entre eles é mais uma questão de quanto sua máquina aguenta e quanto você quer pagar do que de qual “versão certa” da franquia.

Erick "Kanin"

Analista e Desenvolvedor de Sistemas, Gamer, Taekwondista e Pai. Apaixonado por tudo o que faço.

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