Resident Evil já passou dos 30 anos e tem mais de uma dezena de jogos principais, sem contar spin-off, remake e remaster. Se você nunca jogou nenhum e quer começar, ou já jogou um ou outro solto e quer entender a ordem, a boa notícia é que a série foi desenhada pra deixar você entrar por vários lugares diferentes. Não precisa jogar tudo na ordem certa pra entender o que está acontecendo.
Duas formas de organizar a franquia
Tem duas maneiras de pensar na ordem de Resident Evil, e elas não coincidem. Uma é a ordem de lançamento — a ordem em que os jogos saíram, do primeiro Resident Evil (1996) até Resident Evil Requiem (2026). A outra é a ordem cronológica da história, que pula no tempo: Resident Evil 4, por exemplo, saiu em 2005 mas se passa depois de jogos lançados anos antes. Para quem está começando agora, a recomendação é simples: não siga a cronologia da história. Siga a qualidade e a acessibilidade de cada jogo, na ordem sugerida abaixo.
Se você nunca jogou: três portas de entrada
A série muda de estilo várias vezes ao longo da linha do tempo, e três jogos funcionam bem como primeiro contato porque não exigem conhecimento prévio de nada:
- Resident Evil 7: Biohazard (2017) — reinventou a série em primeira pessoa, é assustador de verdade e a história funciona sozinha, sem depender de jogo nenhum antes dele.
- Resident Evil 2 Remake (2019) — o remake que definiu o que “remake bem feito” significa nos jogos modernos. Raccoon City, zumbis, Polícia — a base da série sem enrolação.
- Resident Evil 4 Remake (2023) — o jogo mais aclamado da franquia por boa parte da crítica e do público, história praticamente independente, ótimo ritmo do início ao fim.

A linha do tempo da história, se você quiser seguir a cronologia
Se o seu interesse é acompanhar a história do universo na ordem em que ela acontece dentro da ficção, a sequência aproximada é: Resident Evil Zero, Resident Evil (o primeiro, remake de 2002/2015), Resident Evil 3, Resident Evil 2, Resident Evil Code: Veronica, Resident Evil 4, Resident Evil 5, Resident Evil 6, Resident Evil 7, Resident Evil Village e Resident Evil Requiem. Repare que RE3 e RE2 praticamente se sobrepõem no tempo — os dois se passam no mesmo surto em Raccoon City, só que sob pontos de vista diferentes (Jill Valentine num, Leon e Claire no outro).
Ordem de lançamento, pra quem gosta de ver a série evoluir
Já quem curte ver como um gênero e uma franquia mudam ao longo do tempo — do survival horror mais lento dos anos 1990 pra ação mais direta dos anos 2000, e de volta pro terror puro a partir de 2017 — faz mais sentido jogar na ordem em que os jogos saíram mesmo: 1, 2, 3, Code: Veronica, 0, 4, 5, 6, 7, Village, Requiem. É uma aula de como o gênero de terror em jogos mudou nesses 30 anos, mas exige estômago pra atravessar altos e baixos: nem todo jogo da lista envelheceu bem.
O que é essencial e o que dá pra pular
Pra fechar a história principal, Resident Evil 2, 3, 4, 7, Village e Requiem são praticamente obrigatórios. Resident Evil 5 e 6 dividem opinião — são mais tiro do que terror, e boa parte dos fãs considera o ponto mais fraco da série, mas ainda têm relevância pra história de personagens como Chris Redfield. Code: Veronica importa mais pra quem gosta da Claire Redfield e quer entender a família Ashford, mas pode ser pulado sem prejuízo grande pro resto. Spin-offs como Revelations, Revelations 2, Resistance e Outbreak são side stories: bons se você já é fã e quer mais, dispensáveis se você está só testando se gosta da série.
Onde jogar cada um hoje
Em PS5, Xbox e PC dá pra jogar praticamente toda a franquia principal sem restrição. No Switch 2, a Capcom fechou o catálogo em etapas: Resident Evil 7, Village e Requiem já estão disponíveis desde fevereiro de 2026, e os remakes de Resident Evil 2, 3 e 4 chegam nativos em outubro. O remake de Resident Evil Veronica foi confirmado, mas ainda sem data.
Leia também: Resident Evil 2, 3 e 4 chegam ao Nintendo Switch 2 em 16 de outubro

Dá pra jogar dublado em português?
Esse é um detalhe que pesa na hora de escolher por onde entrar: a maioria dos jogos clássicos da série só tem legenda em português, sem dublagem. Isso mudou com Resident Evil Requiem, que chegou em fevereiro de 2026 com dublagem completa em português do Brasil — dá pra conferir o elenco de dubladores brasileiros direto no site oficial da Capcom para a série. Os jogos anteriores, incluindo Village e os remakes de RE2, RE3 e RE4, seguem só com legenda em português, sem áudio dublado. Se dublagem for importante pra você, Requiem é hoje a porta de entrada mais confortável — mesmo não sendo o ponto de partida mais recomendado pra quem quer entender a história desde o início.
Se você já é fã e só quer saber o que vem depois
O jogo mais recente da série principal é Resident Evil Requiem, lançado em fevereiro de 2026, com Grace Ashcroft dividindo o protagonismo com Leon S. Kennedy — pela primeira vez a série junta uma protagonista nova com um veterano no mesmo jogo principal. Depois dele, o próximo capítulo confirmado não é um jogo inédito, e sim o remake de Code: Veronica, ainda sem data de lançamento. Vale ficar de olho: histórico da Capcom mostra que remakes dessa franquia costumam ser anunciados com bastante antecedência, então não deve faltar aviso quando a data sair.
Fontes
Guia produzido com base em comunicados oficiais da Capcom e no press center da Capcom.





